Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de março de 2009

E o mundo levou

O desenvolvimento do homem em sociedade é, de fato, o que movimenta o mundo e constrói a história. Reflexões, estruturas e o simples agir (entre outros) são fatores que fazem do mundo o que é hoje, faz do sistema que vivemos o que ele é hoje. Se analisarmos a evolução da sociedade humana, veremos um grande desenvolvimento decorrente das necessidades - criadas ou não - de se construiur, ter ou fazer algo para benefício individual ou coletivo. E é aí que o desenvolvimento industrial surge como marco para a modernidade.

Sabemos bem que as atividades industriais, desde seu início, surgiram para produzir algo que melhorasse de alguma forma a condição de vida do homem. Porém, a forma de prática industrial que se desenvolveu formulou uma espécie crescimento doentio onde o que sempre foi essencial para o homem desde os primórdios até os dias de hoje perde seu valor: a natureza. Digo isso pois mesmo com a prática que produz até para que não compra, a natureza e o que ela fornece ainda servem como matéria-prima ou possibilita até mesmo descobertas científicas que permitem a expansão da atividade industrial. E o que se vê é a destruição, não pela destruição predatória. O que quero focar aqui é a indústria "comendo" o meio-ambiente e para isso vou usar um exemplo bem comum: os sacos plásticos.

Produto que demora mais de 100 anos para ser degradado, o plástico é o maior vilão do meio ambiente, mesmo comparado com o vidro e a borracha - que possuem tempos indeterminados de degradação. Por quê? Simples, porque o consumo de plástico é infinitamente maior do que o de vidro. Para se ter uma idéia, consideremos que cada família tenha em casa 50 sacos plásticos decorrentes de uma compra num supermercado mensal. Num edifício de 18 andares*, teríamos cerca de 5400 sacos plásticos por mês. Num ano, seriam 64800 sacos plásticos. Ou seja, 6480000 anos para que todos os sacos plásticos de apenas um prédio de 18 andares fossem degradados. Levando em conta que a relação de consumo e trabalhos de reciclagem é gritantemente assustadora, uma cidade de 200 mil pessoas consumiria cerca de 21.600.000 sacos plásticos ao mês e incríveis 259.200.000 sacos plásticos ao ano, totalizando 25.920.000.000 anos para degradação. Uma pequena cidade teria sacos plásticos suficientes para testemunar, talvez, o fim do planeta Terra.

Postos os números, a pergunta é: como resolver esse problema? Apenas trabalhar a reciclagem ajuda? O plástico que vai para os lixões é jogado aonde? Sendo incinerado, estamos salvos?


Não vejo outra forma de resolver o impasse além da proibição da produção de sacos plásticos. Mesmo atingindo a indústria do petróleo, a proibição deve ser feita de forma a expor ao mundo que a indústria deve parar de devorar o meio-ambiente. Além disso, a utilidade de sacolas de pano são igualmente positivas em relação às sacolas plásticas, sem contar com o desenvolvimento da produção de tecido e geração de empregos, sobretudo nos países subdesenvolvidos. Entretanto, deve-se conscientizar a população primeiramente para depois averiguar que resultados uma campanha pró sacolas de pano forneceu, para então avaliar o que deve ser feito, como e quando. Além do que incinerar plástico polui também o ar. Sem esquecer que existem outros problemas gerados pelo desenvolvimento da sociedade humana, devemos sempre atentar para o que pode nos acontecer, afinal o homem sempre soube do passado, mas nunca do futuro.



Observações:
-É válido conferir os seguintes vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=o2HQ8fcWZB4
http://www.youtube.com/watch?v=GA3BLrt5xkk
* para as estimativas devem ser consideradas:
- família de 4 pessoas

- 6 apartamentos por andar

- O autor não faz parte de grupo político pró-ambiental nem de qualquer coisa do gênero.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Onde está o impacto?

Em 23 de maio de 2008, Obama - ainda em corrida presidencial - disse que a Amazônia é um recurso global. A afirmação foi capaz de causar um frisson sem precedentes, uma verdadeira sensação de que a Amazônia não será do Brasil em poucos anos. Até o presidente da República Luís Inácio da Silva fez questão de ir à mídia para exaltar a soberania nacional do Estado Brasileiro, usando também da tática da apelação nas assembléias da Organização das Nações Unidas.

A pergunta que faço é: a Amazônia é brasileira? Em algum momento ela foi, de fato, do Estado?

Traficantes de narcóticos, indígenas, missionários, empresas de ciência e tecnologia, exércitos, grileiros, fazendeiros, mineiradores. Todos esses, brasileiros ou não, tomaram da República Federativa do Brasil o território amazônico. Os traficantes transitam livremente selva a dentro sem a menor iniciativa do Estado brasileiro em defender suas fronteiras, os indígenas - apesar de serem considerados brasileiros *- não tem a visão de nação que tanto é defendida pelo atual presidente. Missonários, empresas e exércitos de todas as partes do mundo surgem no território amazônico sempre com intenções amigáveis, cordiais e inocentes. Ora é catequese, ora é pesquisa patenteando plantas do território brasileiro, ora são exércitos aprendendo a sobreviver na selva com o famoso "curso mais difícil do mundo" organizado pelo Exército Brasileiro. Até caças da USAF puderam ser vistos em terra, o que pode ser possível levando em conta o espaço aéreo que temos. Isso sem contar nos grileiros, que buscam terras falsificando leis e formando quadrilhas em conjunto com fazendeiros - dos quais muitos são membros do governo ou relacionados a membros do governo - e mineiradores, que além das terras, contaminam também rios com Mercúrio.

A verdade, caros amigos, é que a Amazônia é uma verdadeira terra-de-niguém onde cada um ali está atrás de um benefício próprio sem se importar com os recursos que ela é capaz de oferecer, afinal não há fiscalização efetiva. O que Obama disse todos nós já sabemos- alguns brasileiros querem não ver, mas todos sabemos- até porque outros membros de importantes países já disseram o mesmo. Realmente tudo parece estar perdido na amazônia, não existe soberania de Estado algum naquela região







*ou brasileiros quando lhes convém, ou de qualquer outra forma interpretável

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Desenvolvimento sustentável X Capitalismo

Olá. Primeiramente, gostaria de dizer que é um prazer estar postando pela primeira vez. Gostaria de falar sobre um assunto que destoa um pouco do apresentado até agora, mas nem por isso é menos importante. Pra começar dê uma olhada pela sua janela e observe o tempo. Se você é morador do Rio de Janeiro, provavelmente vai constatar que cai uma chuvinha fina, faz um friozinho até agradável e o céu está inteiramente coberto de nuvens. Agora procure examinar o seu calendário, estamos em pleno mês de Janeiro. O que estaria acontecendo com o sol e o calor da estação mais esperada do ano? Ao fazer um esforço de memória pode-se notar que o mesmo padrão meteorológico ocorreu por diversos dias seguidos na Primavera, algo incomum também. Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, o clima dá sinais de estar cansado da falta de consciência do homem. Furacões, até mesmo no Brasil (sim, foi confirmado pela NASA, o Catarina foi um furacão), ondas de calor que fazem vítimas na Europa e na América do Norte, o nível dos oceanos subindo devido ao degelo das geleiras, a temperatura do planeta aumentando são alguns exemplos de alerta que a natureza tem nos dado. Diante desse quadro autoridades mundiais começam a se preocupar com as questões climáticas, afinal foi a ocupação e exploração equivocada do homem a precursora desses transtornos. E a solução criada e que está na moda em todos os Estados é o “desenvolvimento sustentável”. Seria uma maneira de adequar o sistema capitalista às normas e leis que livrassem o meio ambiente de maiores danos. Bom, para isso é imprescindível uma legislação ambiental, uma fiscalização séria e uma punição severa para aqueles que desrespeitarem a lei. Parece simples, mas é aí que começam os problemas. Vamos dar como exemplo o Brasil. Nós temos uma das mais elogiadas constituições, então, por que o Brasil é o que é hoje? Essa é fácil de responder, não é? É porque ninguém respeita a lei por falta de punição. Aqui sempre rola um dinheiro numa mala, numa maleta, numa sacola, até na cueca. Em todo o caso esse não seria ao meu ver o principal obstáculo para o desenvolvimento sustentável. O grande problema é a ganância do homem. Adequar-se a uma legislação ambiental significa, para os empresários, prejuízo. Quer um exemplo? Por que os Estados Unidos (o maior poluidor mundial) não assinou o protocolo de Kyoto? Entre os vários fatores,o mais preponderante foi que isso comprometeria o seu desenvolvimento. Portanto um acordo que pode representar, pelo menos, uma amenização do aquecimento global é ignorado em detrimento do desenvolvimento daquela que já é a superpotência mundial. Enquanto o homem pensar dessa maneira a natureza continuará dando sua resposta. Eu termino com uma frase do Geenpeace que sintetiza um pouco do que falei:

“Quando a última árvore cair, quando o último rio secar, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come."(Greenpeace)

Abraços, até a próxima...