Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de março de 2010

Salvem o Futebol

Amigos, a postagem de hoje é sobre um problema que assola o esporte mais praticado do mundo. O futebol está acabando, pelo menos nos moldes emocionantes que conhecemos. Enumerarei aqui os fatores que estão tornando o futebol um esporte diferente do que é hoje.



Torcida do amado tricolor na Final da Libertadores 2008: quantos sentados? Quantos bêbados? Quantos falando palavras bonitas?


1 - Exigências da FIFA sobre assentos: todos os assentos protegidos da chuva, com cadeiras para que todos os expectadores possam assistir o jogo sentados.

O que é o futebol sem a interação entre jogadores, torcida e estádio com um ambiente comum e suas emoções sempre a flor da pele? Levantar só no momento do gol, para não dizer que é ridículo, é muito constrangedor. Contribui para o impedimento da exaltação. Como se torce para um time sentado no estádio? Como cantar, gritar, reclamar, sem pode sequer ficar em pé!?

2 - Ligar os vestiários num único túnel até o campo, incluindo equipes e juizes.

Jogar em casa vai além de ter a torcida a seu favor. É um fato que é fortemente visível desde o momento em que um time desembarca no aeroporto da cidade de seu time rival. Porque entrar em campo junto com o adversário, forçando um fair play muitas vezes insustentável? Futebol também é rivalidade.

3 - Proibir bebidas alcoólicas dentro e nos arredores do estádio sob argumento da violência.

Todos nós sabemos que os que brigam estão ali para brigar. Vide o rapaz armado num jogo do Palmeiras. A bebida alcoólica não interfere no comportamento entre torcedores desde que os rivais estejam separados. E separados, bêbados ou sóbrios, não há brigas! Além do mais, sem cerveja, os preços de outras bebidas sobem (o Matte Leão já custou R$0,50, hoje não sai por menos de R$2,00)

4 - FIFA incentivar o fim dos dribles e pedaladas.

O argumento é: quando o atacante pedala na frente do zagueiro, o referido dá uma porrada e lesiona o atacante. Ok, então vamos fazer com que os atacantes sejam extremamente fortes e aguentem (e possam dar também) porrada nos zagueiros, aí assistiríamos a NFL em pleno Maracanã. Drible, habilidade, catimba, firula, rivalidade, cutucada no rival em campo, são coisas que fazem parte do futebol, que também é um jogo psicológico.

5 - Estudar a possibilidade do "challenge"

Como no Rugby e no Futebol Americano. Querer implantar a revisão de um lance é ultrajante a emoção e ao sentido jocoso que se fornece num gol "roubado". Evitar os erros de arbitragem é pertinente, mas punindo árbitros, não punindo o torcedor.

6 - Proibir palavrões nos estádios

O governo da Paraíba proibiu o uso de palavrões. Passarão a cantar "Juiz feio e bobo" e "Chute pro gol atacante perna-de-pau". O futebol perde sua emoção se seus agentes são oprimidos e impossibilitados de se exaltarem como quiserem. É algo, sem pena de dizer, absolutamente patético por parte de quem quer que seja. Além do mais, como é o mecanismo de punição? Se o torcedor falar um palavrão o PM vai chegar "Boa tarde ilustríssimo cidadão, o senhor não pode mencionar esse tipo de palavra e eu sou obrigado a levar-te sob custódia".

7 - Quanto mais perto do campo, mais caro o ingresso

E pior o ângulo de visão. Pelo amor de Deus! Além de colocar todo mundo sentado, proibir a cerveja, coibir a plasticidade e arte do futebol, incentivar o fim da jocosidade do futebol e do caráter positivo da rivalidade, proibirem a exaltação de emoções extremas e coribir o palavrão, querem transformar o futebol em teatro!

Pelo bem do esporte, dos agentes dele e do mundo! SALVEM O FUTEBOL!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Quando o todo vira um

Antes de ler, vote ao lado!
Você segue à uma religião?

Passando algumas horas num fórum do meu time de coração, vi um vídeo um tanto quanto curioso: um programa de palco católico onde acontecia um concurso. A atração em questão era uma música um pouco estranha acerca do tema: "Pó pará com pó". Vendo o vídeo, concluí que era um canto de salvação das drogas em ritmo de Axé. Naquele momento milhões de coisas vieram em minha mete, tentarei explica-las.
A primeira foi: a reformulação católica que, com o aumento de evangélicos, busca a popularização da religião através de atividades culturais comuns nas religiões protestantes mais conhecidas no Brasil. Programas de TV apresentados por padres, cultos transmitidos, músicas, filmes etc. Um tanto quanto curioso, mas não é o que falaremos hoje.
Outra coisa não menos importante: o que a religião é capaz de fazer? Não vou cair na asneira de parafrasear Marx quando ele diz que "a religião é o ópio do povo" por que além de acreditar em certos aspectos metafísicos, vejo essa afirmação mal utilizada pelas pessoas. Mas também não vou dizer que a religião é a solução para as mazelas do mundo. Na verdade, a religião não passa de um padrão, uma instituição capaz de fazer o ser humano pensar de forma positiva e trabalhar para ser mais cordial e sereno consigo e com os outros durante sua trajetória de vida. O pensamento positivo aliado às práticas positivas não podem gerar nada além de frutos positivos, não importando religião. Levando isso em conta, pode-se dizer que fundamentalistas (e isso não existe apenas no Oriente Médio) não são positivos, não são verdadeiramente religiosos, são servos de um pensamento negativo que os manipula e os condena a vagarem por essa causa até o fim de suas vidas materiais.
A religião como idealização de fatores positivos demonstra que milagres são e não são creditados à entidades, não gostaria de entrar no mérito de cada religião existente, mas vejo que é completamente viável a compreensão de que Oxalá, Jesus, Jeová, Allah não são unicamente o motivo pelos quais uma pessoa se cura de uma doença, por exemplo. Lembrando de um programa que vi ao ligar a TV numa manhã de Domingo, associei o que um pastor evangélico disse à um livro que nada tem de religioso, mas sim de metafísico.
Segue o que o pastor pregou:

"Nesta peleja não tereis que lutar; parai, estai em pé, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem fiquem assustados, amanhão pode sair ao encontro deles, porque o Senhor será convosco"

De cara lembrei do livro "O Segredo". Me chamou atenção o "não tereis que lutar" e o "vede a salvação do Senhor". Ora, está claro ali que o fato do fiel parar e refletir que a luta (no sentido pejorativo) não terá que ser realizada pois ao ver a salvação tudo estaria resolvido é o que define a capacidade da mentalização dos indivíduos para a concretização da superação dos problemas da vida. O que me faz confirmar isso é as palavras que o pastor falou após a citação:

"Farei um exercício de fé em Deus com vocês: cada um de vocês, tendo problema de trabalho, uma mãe doente em casa, um filho envolvido com drogas, fechem seus olhos e observem seus queridos em situação saudável. Veja sua mãe doente de cama em pé de frente pra você com aquele sorriso maravilhoso, veja seu filho indo estudar após ter largado o vício. Faça o que a Bíblia diz! Vede a salvação!"

No ato pensei "Eu não sou evangélico e penso assim várias vezes e frequentemente". Pois é, da mesma forma que eu penso assim, um cristão pensa, um umbandista pensa, um evangélico pensa, um testemunha de geová pensa. Cada um com sua figura máxima, mas todos convergindo para um ponto só: a fé como concretização de planos positivos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Rapidinha de Segunda-Feira: Orgulho de ser brasileiro

Confesso, meus amigos, que é uma questão bem complicada. Digo isso porque responderia a enquete com um NÃO. Por quê? Revolta? Jamais. Não acho o povo brasileiro herói e muito menos esse povo horroroso que muitos fazem questão de rotular. A questão é: não sentir orgulho não é menosprezar. Apenas não sinto orgulho de ser brasileiro, mas sinto certo orgulho de nascer no território brasileiro pelo fato de ele ser extremamente belo. Mais orgulho até mesmo de ser carioca do que brasileiro e mais orgulho de nascer no território carioca do que de ser carioca. Vejo que essa diferença é bem tênue, é como amplificar um caso específico: pergunte a uma menina nascida no território carioca e com infância vivida em Pernambuco se ela tem orgulho de ser carioca ou se ela ao menos se considera carioca? Provavelmente a respostas será um: orgulho de ser pernambucana.

De fato, ser brasileiro e nascer no território brasileiro são coisas parecidas mas não completamente iguais. Quantos brasileiros(portugueses, ingleses, chineses, japoneses, alemães) orgulhosos a gente vê que são nascidos em outros países? É uma questão boba mas ao mesmo tempo bem complexa. Para mim é evidente que o fato de não existir um fator que me faça admirar o povo brasileiro(e isso me inclui) não tem relação com o fato de eu me orgulhar por ter nascido, crescido e vivido no território geográfico mais bonito do mundo.

O que pensas sobre isso?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

EtnoFut: Ser brasilero é ser bom de bola?

Antes de ler vote na enquete ao lado!
Você tem orgulho de ser brasileiro?


Hoje a bola rola para mais uma exibição do maior orgulho do brasileiro: a seleção Canarinho. Todos ligaremos nossas TV's para assistir ao grande Cristiano Ronaldo. Opa! Ele não é português? Pois é, aqui temos nosso assunto de hoje: o que faz pessoas brasileiras viajarem quilômetros só para assistir um jogador português atuar contra o maior orgulho da nossa nação? Futebolisticamente falando, nossa seleção nos enxe de dúvidas mas hoje não me prenderei muito a isso. A pergunta é: O que que o portuga tem?

Portugal é tido midiáticamente como um primo rico, ou melhor, um Pai Rico do Brasil por toda sua história inevitavelmente entrelaçada com a nossa(e vice-versa) que faz emergir em nossas almas certo carinho pelo povo da menor porção da península Ibérica. Em consequência disso, vemos toda uma construção de uma imagem positiva de Portugal como uma terra de oportunidades, que estará sempre de braços abertos e que age igualmente o povo brasileiro: já observamos isso em várias novelas, músicas e filmes. Ora, sendo assim, faz completo sentido nós aclamarmos Cristiano Ronaldo em sua passagem pelo Brasil. Mas me pergunto: porque não aclamar outros jogadores como Maniche e Simão?

Cristiano Ronaldo é o símbolo da identificação popular entre Brasil e Portugal. Jovem, narcisista, malandro, posudo e com um futebol estéticamente brasileiro, o gajo me faz lembrar os jovens de todas as classes do Brasil e me permite pensar que ele é mais um brasileiro perdido pelo mundo: até nome de craque brasileiro ele tem! Vemos todo esse etnocentrismo às avessas* simplesmente porque Cristiano Ronaldo oferece o que os meninos do Brasil sonham em ter/ser: bonito, habilidoso,rico, carismático, bronzeado, famoso e de um país que possui, ao menos supostamente, uma boa fama tanto interna quanto externamente, afinal em Portugal se ganha em Euro! Lá é a Europa! Pra que jogar num país que tem Dunga e violência se nosso Pai Rico pode nos receber? Fica assim inevitavel lembrar dos jogadores naturalizados não só em Portugal mas como no mundo todo(até na Polônia). No caso português podemos relacionar a grande fase de Felipão associada ao grande futebol brasileiro de Cristiano Ronaldo: quer algo mais brasileiro? Identificação total. Um técnico campeão mundial pelo Brasil e um jogador com todo aquele perfil já citado.

O orgulho de ser brasileiro pode acabar até mesmo no esporte de Pelé, Garrincha, Rivelino, Zico, Dinamite e outros mitos ue viviam numa época onde esporte era esporte, economia era economia, nação era uma só e orgulho era orgulho.




*termo utilizado para valorização de outra cultura/nação em detrimento da própria.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

The American Dream's Shield - O Escudo do Sonho Americano

Vote ao lado antes de ler o post: Você votaria em Obama?
Votação para a "Rapidinha de Segunda-Feira"




O presidente eleito dos EUA virou um mártir, um símbolo do retorno do Sonho Americano, um talismã da mudança no mundo, a redefinição das formas econômicas e sociais da humanidade. Me pergunto frequentemente se isso tudo é verdade. Será que Barack Hussein Obama não é apenas mais um xerife do mundo, só que com um escudo mitológico de salvação em seus braços?

Por exemplo, na parte econômica o governo Obama talvez seja pior para nosso país do que um possível governo McCain. Vi isso numa entrevista do presidente do BC americano, onde ele afirma que no atual governo (Bush, republicano) as transações comerciais entre Brasil-EUA aumentariam cerca de 100%. Ora, se as prioridades dos democratas são outras, Obama pode deixar essa relação de lado por um tempo indeterminado. Outro exemplo é sobre o intervecionismo que se vê por aí: a maior declaração "pró-guerra" na corrida eleitoral foi mais ou menos assim: "Se for necessário, nós iremos até o Paquistão para pegar os terroristas".

Pera aí!

Paquistão? Aquele país aliado dos EUA? Entrar nele? Terrorista?

É, parece que o escudo do Obama é bem grosso.

Voltando à análise, The American Dream is back!
Acredito que não, considerando (e admirando) o Sonho Americano como o precursor do sucesso de cada indivíduo e observando que sempre há lado ruim e lado bom em qualquer conjuntura econômica, posso dizer com facilidade que o Sonho Americano não está de volta porque ele nunca acabou: é algo que está dentro de cada americano, seja ele latino, afro-american, branco, oriental. É a luta por sucesso através do esforço relacionável à Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber que sempre habitou as mentes e os corações estadunidenses. E posso dizer um pouco mais: o Sonho Americano está dentro de cada um de nós independentemente de nacionalidade, mas é radiante em alguns e adormecido em outros. Cada um que tem em sua mente a disposição de se doar por um ideal (seja ele fruto de consciência política ou não), lutar por ele até conseguir conquistar o pote de outro e ser fiel às suas convicções possui em seu espírito um pouco do Sonho Americano. O diferencial que não nos compete(como indivíduo) está no desenvolvimento econômico, educacional, social, judicial e político de cada país e é aí que os Estados Unidos podem predominar mesmo com um déficit imenso em sua balança.(de acordo com um grande amigo meu e com um indescritível professor dele essa balança é necessária e positiva para a manutenção dos EUA no "predomínio" do mundo). Esse desenvolvimento seria o telhado da casa chamada Sonho Americano, o que não me impede - como brasileiro, carioca e empreendedor - de dizer: I have a dream!

Abraços.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Um ditador condenado à morte pelos Reis da Democracia

Têm-se falado muito sobre a morte do ex-ditador e ex-chefe de Estado Saddam Hussein.Alguns foram favoráveis ao seu enforcamento,outros contra.A verdade é que a situação iraquiana não se altera com a sua morte,pelo contrário,pode-se tornar o clima de guerra civil cada vez mais hostil e sem resolução.
Alguns grupos fiéis ao ex-ditador já anunciaram que haverá retalhação contra a morte de Saddam Hussein,que bem ou mal,fere os direitos da democracia e dos direitos humanos que são defendidos com unhas e dentes pelos "Xerifes do Mundo".Não sei se os amigos tiveram a mesma impressão que eu,mas a morte de Saddam pareceu apenas como um corte à um trabalho que seria demasiadamente complicado: julgar um homem de cultura diferente,mediante à leis diferentes mas num tribunal Ocidental.Estranho!?Talvez.Entendo os que dizem que ele foi enforcado por essa pena capital ser permitida no Iraque,mas eu entendo também os que dizem que o julgamento e a condenação não deveria passar pelas mãos da ONU e dos Estados Unidos e ter o final que teve,afinal a cultura Ocidental abomina à sentença de morte de forma geral.Então,mediante à complicação do julgamento e de uma improvável sentença,Saddam foi condenado à morte.
De forma clara e direta,a morte de Saddam praticamente não altera a situação iraquiana e pareceu,de forma bem evidente, que foi apenas uma forma de poupar um trabalho árduo de julgá-lo mediante à uma miscigenação de leis e culturas.



Mudando radicalmente de assunto,a equipe Reflexões do Cotidiano deseja à todos um feliz 2007 com muita paz,consciência e ética,para que possamos lutar para melhorar a situação em que nos encontramos.

Um forte abraço,
Daniel L. Ruffo