Mostrando postagens com marcador Sociologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociologia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Relativizar a Reflexividade do mundo

Hoje serei um pouquinho mais acadêmico. Coisa que sempre digo nos jantares de família, a importância das noções de antropologia social e sociologia é imensa para todo e qualquer indivíduo. O conhecimento, mesmo básico, desses fatores ajuda a construir - desde que passado de forma não fundamentalista - a reflexão acerca de diversos fatores na vida individual, que acabam por contribuir para a construção de uma sociedade mais "pensante", por assim dizer.

Longe de qualquer embasamento que me traga cegueira acadêmica ou ideológica, não quero dizer que quem estuda tais coisas sabe refletir melhor, - aliás, refletir não é algo o qual se possa atribuir qualidade - mas que no humilde ponto de vista desse quase-sociólogo que escreve, a antropologia social e a sociologia ajudam a superar preconceitos. E não, não é só preconceito no sentido usado informalmente, mas pegando a origem do termo: conceitos pré-formados.

No mundo moderno, vemos que os indivíduos vivem numa grande enxurrada de informações. Vemos também que essa enxurrada de informações ajudam os indivíduos a serem o que são, assim como todo e qualquer tipo de informação ajuda a constituir um indivíduo em qualquer época da história da humanidade. A diferença é a questão tempo-espaço: o mundo moderno permite que informações de todo o mundo cheguem até os indivíduos de forma mais dinâmica, mais rápida e a interminantemente. Essa idéia nos remete ao conceito de Reflexividade. Como diz Giddens em "As consequências da Modernidade":

"A reflexividade da vida social moderna consiste no fato de que as práticas sociais são constantemente examinadas e reformadas à luz da informação renovada sobre estas próprias práticas, alterando assim constitutivamente seu caráter".

Nesse momento poderia facilmente falar sobre a Internet, as mídias sociais e o dinamismo tecnológico que as formas de comunicação tomaram, mas dessa vez falarei sobre a formação do "eu reflexivo".(*)

A enxurrada de informações contribui, certamente para a formação pessoal de cada indivíduo. Além disso, podemos concluir facilmente que se em algum momento o indivíduo absorve valores a partir da reflexão intensa dessa enxurrada de informações, há também a formação de uma certa "reflexivização" do seu "eu" enquanto pessoa política. Quero dizer, enquanto somos bombardeados por informações, podemos muito bem mudar nosso ponto de vista político ou exaltar um ponto de vista pessoal para um plano público, tal qual os homossexuais (motivo pelo qual talvez o argumento de que o número de homossexuais no mundo não esteja aumentando, mas sim o número de pessoas que se assumem como tal seja coerente). Nesse sentido, podemos ver que a vida política passa a ser uma política da vida, onde as questões do âmbito privado passa para o âmbito público.(*)

Se concluirmos que o mundo moderno passa a ser algo intenso no que toca a manifestação pessoal derivada de uma gama imensa de informação, chegaremos a conclusão de que - mais do que nunca, para que haja a formação de indivíduos mais éticos - é necessário relativizar o ponto de vista do outro, tal qual Roberto DaMatta em "Relativizando" incentiva nas suas pesquisas com os índios Apinayé. Segue o pensamento:

"Quando estudei os nomes pessoais entre os Apinayé do Norte do Estado de Goiás e vi que, entre eles, os nomes eram mecanismos para estabelecer relações sociais, foi que pude reconhecer imediatamente o papel dos nomes entre nós. Aqui, percebi, que os nomes servem para individualizar, para isolar uma pessoa das outras e, assim fazendo, individualizar um grupo (uma família) de outro.(...) Entre os Apinayé e os Timbira em geral, porém, os nomes não individualizam mas, muito ao contrário, estabelecem relações muito importantes entre um tio materno e o sobrinho, já que ali os nomes são sistematicamente transmitidos dentro de certas linhas de parentesco."

Ou seja, para o grupo indígena estudado os nomes são marcações de parentesco enquanto na nossa sociedade os nomes são usados na demarcação do "eu" de forma individual. Seguindo o raciocínio, entendemos que os nomes são usados de formas diferentes em sociedades diferentes, assim como cada cultura tem uma linguagem(às vezes a língua é a mesma, mas a linguagem exposta por ela podem ser completamente diferentes ao uso de uma palavra igual para ambas culturas) , uma forma de comer, uma forma de conversar. Podemos, então, pegar a sociedade entitulada "Cristã-Judaico-Ocidental" e dividí-la em vários grupos: brancos, negros, gays, católicos, brasileiros, cariocas, nova iorquinos e ver que cada um tem sua peculiaridade em cada espaço do mundo que ocupa. Digo, um branco gay carioca é diferente de um branco gay e católico de Nova York em sua vida social. É aí que entra a necessidade de se relativizar: é extremamente importante que, cada indivíduo, relativize o próximo, aceitando que sua cultura - que hoje é reflexiva - lhe ofereçe uma forma diferente de manifestar seu "eu" no mundo em relação à outras pessoas que parecem, por um momento, iguais. Orientar as crianças a pensarem de forma relativizadora o que a reflexividade oferece ao mundo moderno é simplesmente ajudar na construção de indivíduos melhores, que possam romper pré-conceitos de forma mais branda e consolidar um mundo com menos ódio e mais reflexão.



(*)Uma postagem relacionando a reflexividade e a comunicação será bem pretinente em breve.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Salvem o Futebol

Amigos, a postagem de hoje é sobre um problema que assola o esporte mais praticado do mundo. O futebol está acabando, pelo menos nos moldes emocionantes que conhecemos. Enumerarei aqui os fatores que estão tornando o futebol um esporte diferente do que é hoje.



Torcida do amado tricolor na Final da Libertadores 2008: quantos sentados? Quantos bêbados? Quantos falando palavras bonitas?


1 - Exigências da FIFA sobre assentos: todos os assentos protegidos da chuva, com cadeiras para que todos os expectadores possam assistir o jogo sentados.

O que é o futebol sem a interação entre jogadores, torcida e estádio com um ambiente comum e suas emoções sempre a flor da pele? Levantar só no momento do gol, para não dizer que é ridículo, é muito constrangedor. Contribui para o impedimento da exaltação. Como se torce para um time sentado no estádio? Como cantar, gritar, reclamar, sem pode sequer ficar em pé!?

2 - Ligar os vestiários num único túnel até o campo, incluindo equipes e juizes.

Jogar em casa vai além de ter a torcida a seu favor. É um fato que é fortemente visível desde o momento em que um time desembarca no aeroporto da cidade de seu time rival. Porque entrar em campo junto com o adversário, forçando um fair play muitas vezes insustentável? Futebol também é rivalidade.

3 - Proibir bebidas alcoólicas dentro e nos arredores do estádio sob argumento da violência.

Todos nós sabemos que os que brigam estão ali para brigar. Vide o rapaz armado num jogo do Palmeiras. A bebida alcoólica não interfere no comportamento entre torcedores desde que os rivais estejam separados. E separados, bêbados ou sóbrios, não há brigas! Além do mais, sem cerveja, os preços de outras bebidas sobem (o Matte Leão já custou R$0,50, hoje não sai por menos de R$2,00)

4 - FIFA incentivar o fim dos dribles e pedaladas.

O argumento é: quando o atacante pedala na frente do zagueiro, o referido dá uma porrada e lesiona o atacante. Ok, então vamos fazer com que os atacantes sejam extremamente fortes e aguentem (e possam dar também) porrada nos zagueiros, aí assistiríamos a NFL em pleno Maracanã. Drible, habilidade, catimba, firula, rivalidade, cutucada no rival em campo, são coisas que fazem parte do futebol, que também é um jogo psicológico.

5 - Estudar a possibilidade do "challenge"

Como no Rugby e no Futebol Americano. Querer implantar a revisão de um lance é ultrajante a emoção e ao sentido jocoso que se fornece num gol "roubado". Evitar os erros de arbitragem é pertinente, mas punindo árbitros, não punindo o torcedor.

6 - Proibir palavrões nos estádios

O governo da Paraíba proibiu o uso de palavrões. Passarão a cantar "Juiz feio e bobo" e "Chute pro gol atacante perna-de-pau". O futebol perde sua emoção se seus agentes são oprimidos e impossibilitados de se exaltarem como quiserem. É algo, sem pena de dizer, absolutamente patético por parte de quem quer que seja. Além do mais, como é o mecanismo de punição? Se o torcedor falar um palavrão o PM vai chegar "Boa tarde ilustríssimo cidadão, o senhor não pode mencionar esse tipo de palavra e eu sou obrigado a levar-te sob custódia".

7 - Quanto mais perto do campo, mais caro o ingresso

E pior o ângulo de visão. Pelo amor de Deus! Além de colocar todo mundo sentado, proibir a cerveja, coibir a plasticidade e arte do futebol, incentivar o fim da jocosidade do futebol e do caráter positivo da rivalidade, proibirem a exaltação de emoções extremas e coribir o palavrão, querem transformar o futebol em teatro!

Pelo bem do esporte, dos agentes dele e do mundo! SALVEM O FUTEBOL!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Bastille Day

Olho pela janela e vejo carros e pessoas em um 14 de Julho normal. Todo meu pensamento nesse momento se volta para o desejo de estar em Paris, comemorando o marco zero do mundo que vivemos hoje. Há 220 anos a tomada da Bastilha manifestava as primeiras configurações do que chamamos mundo contemporâneo. A burguesia, com o verdadeiro caráter revolucionário, mostrava na França que participação é algo possível, que Liberdade, Igualdade e Fraternidade são bens que devem existir no interior de cada indivíduo. É, de certa forma, incompreensível que hoje existam tantas críticas e consequentemente a banalização dos termos "burguês" e "burguesia". O monopólio da nobreza e do clero como uma verdadeira aristocracia caía, então, para não voltar mais naqueles moldes e assim o é devido às configurações que vieram a ocorrer nos séculos XIX e XX. A burguesia, lembrando o que o próprio Karl Marx falava, construiu a história mesmo sem ter a intenção de fazê-lo.
Infelizmente pouco se comenta sobre a importância dada ao 14 de Julho no Brasil, ainda mais no "ano da França" no país, onde os carros chegam e partem e as pessoas mal sabem sobre si, extiguindo a possibilidade de saber os fatos importantes da nossa sociedade. É bem verdade que isso se relacione com a modernidade líquida (BAUMANN, Zigmunt), que por sua vez foi beneficiada com a Revolução Francesa por permitir as novas configurações sociais no mundo ocidental. São consequencias que jamais nos teriam passado caso a maior revolução que o homem já viu tivesse falhado. Senhores, boa fête nationale. Esteja onde estiver, Marianne, nos saúda pela instauração da glória, seja na estátua da Liberdade, nas notas do Real ou em um quadro no Louvre.

Liberdade, Igualdade e Fraternidade! Sempre!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Uma indústria acima de qualquer crise

O sobre-humano: fator que vive nas crenças do homem desde que o mesmo se diferenciou dos outros animais em algum momento da história do planeta Terra.
O instinto competitivo: existente no convívio de praticamente todo ser vivo.

É abordando esses dois conceitos que comentaremos sobre uma indústria que tem suas atividades ampliadas e é capaz de vencer qualquer tipo de crise: a indústria da Fé.
O homem sempre teve fé, seja ela um simples pensamento positivo sobre algo ou até mesmo um exercício religioso extremista. Independente do grau de intensidade, qualquer atividade humana tem por trás a fé em algo que não remete simplesmente a vontade do homem. Ora, adequando a sociedade atual, capitalista, onde a fé é alocada em diversos setores religiosos, vemos que essa indústria tem até como crescer mediante a atual crise econômica que vivemos. Por quê?

Primeiramente, uma igreja - seja de qual religião for- sempre terá fiéis. Sempre terá indivíduos dispostos a se comportar da forma que for preciso movidos por algo que não os compete. Levando isso em conta, em tempos ruins, a fé é a principal arma de um fiel, ou seja, na atual crise econômica, o número de indivíduos que buscam o sobre-humano como abrigo tende a ser cada vez maior. Isso nos levaa concluir que ser dono e tratar um estabelecimento religioso como um negócio é excelente quando os homens se relacionam tranquilamente e "surreal" quando em tempos de crise econômica.

A primeira coisa que um proprietário do negócio que parece inovador, embora não seja, pensa é lucrar. Não parece ser novidade, mas como? Dízimo? Não! O mercado religioso, dependendo do segmento, remete à produtos exclusivos, como se fosse um upgrade em relação aos serviços não-religiosos. Quero dizer, um fiel vai comprar um produto de sua igreja ou dar dinheiro a possíveis pecadores? A certeza sobre-humana prevalece inevitavelmente. E quando se fala em produtos, consideram-se desde camisas até mega-eventos em estádios de futebol com entrada popular (ou populista?).

E é aí que o instinto competitivo capitalista aparece latejante. O números de pessoas que mudaram de vida economicamente após se converter aumenta cada vez mais, principalmente entre celebridades que antes eram esquecidas, mas que agora - por fazer parte de um negócio exclusivo - voltam triunfantes e ainda carregam sobre sua imagem a mensagem de que é possível qualquer coisa com o argumento sobre-humando da fé. São cada vez mais pessoas buscando o ter através da religião, por mais que pareça contraditório.

Podemos imaginar, obviamente, que um dia a crise que hoje é econômica, será religiosa. Não há dúvidas, mas é importantíssimo ressaltar que, pelo fato de sempre habitar o coração humano, a fé está acima de qualquer crise.

quarta-feira, 4 de março de 2009

E o mundo levou

O desenvolvimento do homem em sociedade é, de fato, o que movimenta o mundo e constrói a história. Reflexões, estruturas e o simples agir (entre outros) são fatores que fazem do mundo o que é hoje, faz do sistema que vivemos o que ele é hoje. Se analisarmos a evolução da sociedade humana, veremos um grande desenvolvimento decorrente das necessidades - criadas ou não - de se construiur, ter ou fazer algo para benefício individual ou coletivo. E é aí que o desenvolvimento industrial surge como marco para a modernidade.

Sabemos bem que as atividades industriais, desde seu início, surgiram para produzir algo que melhorasse de alguma forma a condição de vida do homem. Porém, a forma de prática industrial que se desenvolveu formulou uma espécie crescimento doentio onde o que sempre foi essencial para o homem desde os primórdios até os dias de hoje perde seu valor: a natureza. Digo isso pois mesmo com a prática que produz até para que não compra, a natureza e o que ela fornece ainda servem como matéria-prima ou possibilita até mesmo descobertas científicas que permitem a expansão da atividade industrial. E o que se vê é a destruição, não pela destruição predatória. O que quero focar aqui é a indústria "comendo" o meio-ambiente e para isso vou usar um exemplo bem comum: os sacos plásticos.

Produto que demora mais de 100 anos para ser degradado, o plástico é o maior vilão do meio ambiente, mesmo comparado com o vidro e a borracha - que possuem tempos indeterminados de degradação. Por quê? Simples, porque o consumo de plástico é infinitamente maior do que o de vidro. Para se ter uma idéia, consideremos que cada família tenha em casa 50 sacos plásticos decorrentes de uma compra num supermercado mensal. Num edifício de 18 andares*, teríamos cerca de 5400 sacos plásticos por mês. Num ano, seriam 64800 sacos plásticos. Ou seja, 6480000 anos para que todos os sacos plásticos de apenas um prédio de 18 andares fossem degradados. Levando em conta que a relação de consumo e trabalhos de reciclagem é gritantemente assustadora, uma cidade de 200 mil pessoas consumiria cerca de 21.600.000 sacos plásticos ao mês e incríveis 259.200.000 sacos plásticos ao ano, totalizando 25.920.000.000 anos para degradação. Uma pequena cidade teria sacos plásticos suficientes para testemunar, talvez, o fim do planeta Terra.

Postos os números, a pergunta é: como resolver esse problema? Apenas trabalhar a reciclagem ajuda? O plástico que vai para os lixões é jogado aonde? Sendo incinerado, estamos salvos?


Não vejo outra forma de resolver o impasse além da proibição da produção de sacos plásticos. Mesmo atingindo a indústria do petróleo, a proibição deve ser feita de forma a expor ao mundo que a indústria deve parar de devorar o meio-ambiente. Além disso, a utilidade de sacolas de pano são igualmente positivas em relação às sacolas plásticas, sem contar com o desenvolvimento da produção de tecido e geração de empregos, sobretudo nos países subdesenvolvidos. Entretanto, deve-se conscientizar a população primeiramente para depois averiguar que resultados uma campanha pró sacolas de pano forneceu, para então avaliar o que deve ser feito, como e quando. Além do que incinerar plástico polui também o ar. Sem esquecer que existem outros problemas gerados pelo desenvolvimento da sociedade humana, devemos sempre atentar para o que pode nos acontecer, afinal o homem sempre soube do passado, mas nunca do futuro.



Observações:
-É válido conferir os seguintes vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=o2HQ8fcWZB4
http://www.youtube.com/watch?v=GA3BLrt5xkk
* para as estimativas devem ser consideradas:
- família de 4 pessoas

- 6 apartamentos por andar

- O autor não faz parte de grupo político pró-ambiental nem de qualquer coisa do gênero.

domingo, 30 de novembro de 2008

Crítica da crítica ao capitalismo

Crise mundial, crise do capitalismo?
Não sei, acredito que não, mas é fato que acontecimentos como esses geram uma série de discussões que visam desmoralizar o sistema que vivemos. Confesso que algumas possuem certa relevância, mas essa semana reparei em dois assuntos no mínimo bizarros.

O primeiro diz respeito a um economista irlandês de 29 anos que desafiará o capitalismo ficando um mês sem gastar dinheiro. Fenomenal, né? Não, absolutamente sem critério e com intuito marketeiro. Viver sem dinheiro é possível, não tenho dúvidas! Podemos ver a cada olhada na parte embaixo de um viaduto que existem pessoas que fazem isso. O que o mendigo de luxo irlandês quer é pseudo-desafiar algo que, daquela forma, é impossível de ser desafiado. Ora, se um sujeito decide ir em eventos onde é servido um lanche gratuito, ou então visitar os lixões da cidade em busca de sobras, fica evidente que ele está ali como um ser dependente do sistema em que a sociedade vive. O que impressiona é que um economista não parece ser capaz de observar isso. Sinceramente, torço para que seja apenas mais uma jogada para divulgar sua ONG.

Vendo isso, lembrei de uma crítica que as pessoas fazem que é, no mínimo, contraditória.
Costuma-se ver por aí imagens associando o capitalismo à fome.
Costuma-se ver por aí imagens associando o capitalismo à obesidade.


Bom, não vou me estender sobre as causas que levam aos dois fatores. Mas veremos, basicamente, que não é bem assim:
- O capitalismo de fato tem como complicação a má distribuição de renda, mas a distruibuição de renda que remete à miséria e à fome não tem nenhum fator político-sociológico em seu meio? Digo, as crianças da África sentem fome apenas porque nos séculos XIX/XX europeus dividiram suas tribos em territórios de acordo com sua vontade? Os conflitos existentes desde os primórdios nada tem a ver com a atual forma de distrubuição?
- O capitalismo de fato gera certa difusão de consumismo, mas ele só existe porque o capitalismo existe? Um senhor feudal não tinha vontade de ter mais do que precisava? Aliás, um faraó não tinha? De fato eles não viviam o capitalismo. Aliás, eles eram gordos por serem consumistas? A alimentação egípcia não parece ser mesmo um precedente para ser obeso. O prolema no caso, além de tudo, é individual.

Em suma, fica evidente que é fácil criticar o capitalismo e fazer uma imagem para ter fiéis à essas críticas, já que tudo o que se vive tem pelo menos dois lados(no caso os que simpatizam e os que não simpatizam).

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Quando o todo vira um

Antes de ler, vote ao lado!
Você segue à uma religião?

Passando algumas horas num fórum do meu time de coração, vi um vídeo um tanto quanto curioso: um programa de palco católico onde acontecia um concurso. A atração em questão era uma música um pouco estranha acerca do tema: "Pó pará com pó". Vendo o vídeo, concluí que era um canto de salvação das drogas em ritmo de Axé. Naquele momento milhões de coisas vieram em minha mete, tentarei explica-las.
A primeira foi: a reformulação católica que, com o aumento de evangélicos, busca a popularização da religião através de atividades culturais comuns nas religiões protestantes mais conhecidas no Brasil. Programas de TV apresentados por padres, cultos transmitidos, músicas, filmes etc. Um tanto quanto curioso, mas não é o que falaremos hoje.
Outra coisa não menos importante: o que a religião é capaz de fazer? Não vou cair na asneira de parafrasear Marx quando ele diz que "a religião é o ópio do povo" por que além de acreditar em certos aspectos metafísicos, vejo essa afirmação mal utilizada pelas pessoas. Mas também não vou dizer que a religião é a solução para as mazelas do mundo. Na verdade, a religião não passa de um padrão, uma instituição capaz de fazer o ser humano pensar de forma positiva e trabalhar para ser mais cordial e sereno consigo e com os outros durante sua trajetória de vida. O pensamento positivo aliado às práticas positivas não podem gerar nada além de frutos positivos, não importando religião. Levando isso em conta, pode-se dizer que fundamentalistas (e isso não existe apenas no Oriente Médio) não são positivos, não são verdadeiramente religiosos, são servos de um pensamento negativo que os manipula e os condena a vagarem por essa causa até o fim de suas vidas materiais.
A religião como idealização de fatores positivos demonstra que milagres são e não são creditados à entidades, não gostaria de entrar no mérito de cada religião existente, mas vejo que é completamente viável a compreensão de que Oxalá, Jesus, Jeová, Allah não são unicamente o motivo pelos quais uma pessoa se cura de uma doença, por exemplo. Lembrando de um programa que vi ao ligar a TV numa manhã de Domingo, associei o que um pastor evangélico disse à um livro que nada tem de religioso, mas sim de metafísico.
Segue o que o pastor pregou:

"Nesta peleja não tereis que lutar; parai, estai em pé, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem fiquem assustados, amanhão pode sair ao encontro deles, porque o Senhor será convosco"

De cara lembrei do livro "O Segredo". Me chamou atenção o "não tereis que lutar" e o "vede a salvação do Senhor". Ora, está claro ali que o fato do fiel parar e refletir que a luta (no sentido pejorativo) não terá que ser realizada pois ao ver a salvação tudo estaria resolvido é o que define a capacidade da mentalização dos indivíduos para a concretização da superação dos problemas da vida. O que me faz confirmar isso é as palavras que o pastor falou após a citação:

"Farei um exercício de fé em Deus com vocês: cada um de vocês, tendo problema de trabalho, uma mãe doente em casa, um filho envolvido com drogas, fechem seus olhos e observem seus queridos em situação saudável. Veja sua mãe doente de cama em pé de frente pra você com aquele sorriso maravilhoso, veja seu filho indo estudar após ter largado o vício. Faça o que a Bíblia diz! Vede a salvação!"

No ato pensei "Eu não sou evangélico e penso assim várias vezes e frequentemente". Pois é, da mesma forma que eu penso assim, um cristão pensa, um umbandista pensa, um evangélico pensa, um testemunha de geová pensa. Cada um com sua figura máxima, mas todos convergindo para um ponto só: a fé como concretização de planos positivos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

EtnoFut: Ser brasilero é ser bom de bola?

Antes de ler vote na enquete ao lado!
Você tem orgulho de ser brasileiro?


Hoje a bola rola para mais uma exibição do maior orgulho do brasileiro: a seleção Canarinho. Todos ligaremos nossas TV's para assistir ao grande Cristiano Ronaldo. Opa! Ele não é português? Pois é, aqui temos nosso assunto de hoje: o que faz pessoas brasileiras viajarem quilômetros só para assistir um jogador português atuar contra o maior orgulho da nossa nação? Futebolisticamente falando, nossa seleção nos enxe de dúvidas mas hoje não me prenderei muito a isso. A pergunta é: O que que o portuga tem?

Portugal é tido midiáticamente como um primo rico, ou melhor, um Pai Rico do Brasil por toda sua história inevitavelmente entrelaçada com a nossa(e vice-versa) que faz emergir em nossas almas certo carinho pelo povo da menor porção da península Ibérica. Em consequência disso, vemos toda uma construção de uma imagem positiva de Portugal como uma terra de oportunidades, que estará sempre de braços abertos e que age igualmente o povo brasileiro: já observamos isso em várias novelas, músicas e filmes. Ora, sendo assim, faz completo sentido nós aclamarmos Cristiano Ronaldo em sua passagem pelo Brasil. Mas me pergunto: porque não aclamar outros jogadores como Maniche e Simão?

Cristiano Ronaldo é o símbolo da identificação popular entre Brasil e Portugal. Jovem, narcisista, malandro, posudo e com um futebol estéticamente brasileiro, o gajo me faz lembrar os jovens de todas as classes do Brasil e me permite pensar que ele é mais um brasileiro perdido pelo mundo: até nome de craque brasileiro ele tem! Vemos todo esse etnocentrismo às avessas* simplesmente porque Cristiano Ronaldo oferece o que os meninos do Brasil sonham em ter/ser: bonito, habilidoso,rico, carismático, bronzeado, famoso e de um país que possui, ao menos supostamente, uma boa fama tanto interna quanto externamente, afinal em Portugal se ganha em Euro! Lá é a Europa! Pra que jogar num país que tem Dunga e violência se nosso Pai Rico pode nos receber? Fica assim inevitavel lembrar dos jogadores naturalizados não só em Portugal mas como no mundo todo(até na Polônia). No caso português podemos relacionar a grande fase de Felipão associada ao grande futebol brasileiro de Cristiano Ronaldo: quer algo mais brasileiro? Identificação total. Um técnico campeão mundial pelo Brasil e um jogador com todo aquele perfil já citado.

O orgulho de ser brasileiro pode acabar até mesmo no esporte de Pelé, Garrincha, Rivelino, Zico, Dinamite e outros mitos ue viviam numa época onde esporte era esporte, economia era economia, nação era uma só e orgulho era orgulho.




*termo utilizado para valorização de outra cultura/nação em detrimento da própria.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Bom feriado, mesmo que não exista.

Pode parecer idiota fazer uma reflexão sobre o ano quando ainda estamos no último dia de Outubro, mas 2008, por tantas particularidades, merece um destaque negativo: A falta de feriados para nós. Vários dele caíram (e ainda cairão) no DOMINGO! o próximo dia 2 de novembro, dia de finados, também seguira essa regra, assim como foi o 12 de outubro, 7 de setembro, 20 de janeiro...

É muito comum ver as pessoas criticando os feriados, por conta dos prejuízos que causa ao comércio, aos serviços terceirizados etc.. mas é inegável que uma folga, as vezes, é bom para todos.

Legal que o Judeus tem a vantagem de ter os feriados deles e AI DO PATRÃO que recusar dar folga ao funcionário no Yon Kipur. E mesmo assim, eles também folgam no dia de nossa senhora aparecida, no natal... feriados cristãos.
Sou da tese que deveríamos montar nossos feriados, ter nossas datas comemorativas. Eu não sou católico e sou obrigado a aturar feriados religiosos.. não que eu não goste da folga, mas para mim, não tem cabimento parar a cidade por conta da atividade de UMA única facção dentro de uma religião, no caso, o catolicismo dentro do cristianismo.

Hoje, por exemplo, é 31 de outubro, aniversário da reforma protestante. Eu queria ter essa data disponível para comemorações dos 491 das 95 teses de Martinho Lutero terem sido pregadas na porta de uma catedral, mudando a história do mundo, mas não posso.Trocaria um dia de santo qualquer por um feriado no dia de hoje.. mas isso é inflexível e inegociável.

Então, é melhor eu descançar no feriado de São Jorge, um santo que nem a história sabe se existiu mesmo ou não.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ponto de ônibus

Indo para a aula como todos os dias, me deparei com algo normal mas não tão comum quanto a rotina das aulas: ao saltar do ônibus, um grupo de crianças sujas e maltrapilhas - que eu não sei se era de rua - entrou pela porta de trás do ônibus em que eu estava com uma intensa excitação, como se algo de bom estivesse para acontecer. Como era um grupo considerável para aquela situação (cerca de oito crianças, sendo que a mais velha - aparentando 12 - fumava um cigarro doado por um ambulante), agi com certa estranheza (o que acontece com os outros é "normal" , quando conosco, estranho) e falei com um tom agressivo " Deixa eu passar aí". As cinco crianças que entravam no ônibus ignoraram ou pela felicidade intensa ou pela preocupação com as crianças que ainda não haviam entrado no ônibus. Como resposta, ouvi do menino mais novo um "Pode passar moço". Pois bem, passei, fui embora e não olhei para trás.

Após alguns minutos caminhando me peguei pensando naquela situação: será que essas crianças são assim porque não tem educação? Então é aqui que fazemos nossa primeira Reflexão do Cotidiano depois de quase dois anos de inatividade virtual.
De pronto, fiz a suposição de que eram crianças que não tinham uma vaga numa escola pública(muito menos particular), fato que influencia mas não determina aquelas atitudes vorazes de entrar no ônibus com tamanha agitação, assim como dizer que "Eles agiram assim por causa da sociedade" é do mais puro senso comum que me dispenso de falar sobre a afirmativa.
É visível que tal maneira de agir se dá por parâmetros sociais que tem mais a ver com as classes (apesar de ultrapassá-las) do que com a educação. Prova disso é observada na educação do menor que, antes de entrar no ônibus, me disse "Pode passar moço".

Outro fato observável está dentro das escolas públicas: os indivíduos que possuem sua vaga garantida nessas instituições teriam a mesma atitude do que as crianças naquele ponto de ônibus, com objetivos iguais mas por meios e consciências diferentes. O capital social[1] (Não se predomina na sociedade somente com o acúmulo de bens materiais) ali abordado, é desejado nos dois casos, mas um grupo sabe que a atitude acarreta certos problemas e o outro, talvez, ache que agir daquela forma seja apenas mais uma ação rotineira (e é aí que a educação influencia mas não determina tais atitudes).

O objetivo em questão vai além de "pegar um bonde com o piloto": ali estão os desejos de imposição por destaque, fomentados pelas precárias condições que o Estado proporciona para aqueles. Observa-se então a temática das classes. Não que os componentes das classes C, B ou A estejam insentos de tais condições - não estão pois existem alguns serviços que ainda não exigem um grande montante de dinheiro para serem usados (ou por fortuna ou por falta de interesse do capital privado) - mas se tais classes não possuíssem certo capital (nesse caso material), estariam necessariamente subordinadas a todos os serviços públicos medíocres do Estado assim como os componentes das classes D e E estão. Toda essa problemática se agrava por históricas más administrações que influenciaram diretamente na disparidade observada entre as classes hoje.

Por fim, pude tirar uma conclusão lastimável sobre isso: a educação não é fator determinante para o acúmulo do capital social, embora devesse ser. Se tal educação estivesse aliada com administraçõs melhores, misturadas - é claro - com certa mudança nos parâmentros de acúmulo de bens materiais (mas esse é um assunto para outro post), a disparidade inter-classes seria menor e o capital social seria outro, adquiridos de outras formas e geradores de um possível "Esperem os passageiros descerem e vamos conversar com o motorista pra entrar no ônibus" por parte da mais velha daquelas crianças do ponto de ônibus, que não mais fumaria aquele cigarro.




Até a próxima,
Daniel L. Ruffo





[1] ORTIZ, Renato "Pierre Bourdieu - Sociologia" pág. 22

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Sociologia e Filosofia : um grande passo na educação

Todos nós sabemos que nosso país necessita de reformas,em todos os setores,desde as atitudes político-econômicas externas até a educação,passando pela saúde e pelo saneamento básico.Pois bem,a grande maioria das pessoas acham que o primeiro passo à ser dado é o da educação.Eu concordo.O maior impasse é que as pessoas não sabem como dar o "primeiro passo do primeiro passo" ou seja,como começar a reforma na educação brasileira.O primeiro passo é um tanto quanto difícil de falar com precisão,mas um passo é essencial: a inserção de Sociologia e Filosofia nas matérias escolares obrigatórias.

Muitos duvidam da capacidade intelectual de tais temas,tendo em vista que julgam Matemática,ou Química,ou Física,mais importantes.Mas gostaria de atentar para um fato: ambas as matérias foram proibidas pela Ditadura Militar !Por que!?A Filosofia,ajuda a compreender diversos temas gerais,além de estimular o raciocínio lógico,o que pode facilitar um aluno a ter um desempenho bom nas matérias "mais importantes".Já a Sociologia,facilita o conhecimento geral nas áreas políticas e sociais.A inserção de Sociologia abre um amplo campo de informações a serem trocadas,de aluno pra professor,de professor pra aluno e entre os próprios alunos,pois além de ter o conteúdo básico,abre espaços para debates relacionados á ética,religião,cultura,organização social entre outros.

Sob a situação intelectual degradante do nosso país,onde a minoria tem acesso a um bom desenvolvimento intelectual,seria de extrema urgência inserir matérias que estimulasse o raciocínio lógico e o "raciocínio social" dos alunos,principalmente da rede pública,para que possamos assim,desenvolver um forte sistema educacional e reformular os métodos de ensino.Tudo isso visando o futuro do nosso país.

Um abraço e até a próxima,
Daniel L. Ruffo

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Algumas reflexões

Ainda sobre o caos que assolou o Rio de Janeiro ontem,vou pôr aqui algumas reflexões minhas em um debate que participei.

Após ler que a polícia não atua livremente.

"A polícia não atua simplesmente pelo fato de um mar de corrupção ter tomado conta dela!É necessária uma renovação.Não há a mínima organização,tanto em relação à operações quanto em relação à mídia e/ou as ONGS e profissionais de Direitos Humanos.Sem contar com a nossa legislação e código civil que são absurdamente falhos e permitem tais tipos de manifestações no nosso país."


Sobre as milícias ( o que sei e meu ponto de vista)

"As milícias são formadas por ex-policiais e outros oficiais que ao terem sua participação no órgão público reduzida,seja pela sua baixa (ou alta) patente ou pela corrupção que impede uma atuação incisiva,que atuam de forma à expulsar traficantes de favelas,muitas vezes por motivos pessoais.Tais milícias caem como uma luva pro governo,pelo menos por enquanto,já que elas fazem o trabalho que o governo deveria fazer.O problema maior é que as milícias geram exploração da população da favela e dá possibilidade para os ex-traficantes voltarem,geralmente com mais armas, mais dinheiro e drogas.E todos nós sabemos que tal competição,mesmo que com a presença e intervenção do governo,pode gerar uma guerra civil,no pior dos casos(que não está tão longe do nosso caso). "

Ao ler que existem policiais honestos e certos que não trabalham bem por falta de preparo

"Conheço policiais de caráter e completamente capazes de fazer o serviço com exatidão.Você mencionou a falta de preparo e equipamento da PM,juntamente com o baixo salário.Você acha que isso se dá por falta de que!?Dinheiro certo!?E o dinheiro está aonde!?Envolvido na mão dos policias corruptos que compactuam muitas vezes com traficantes.Entendeu o que eu quis dizer!?Esse é meu ponto de vista.Eu também bato palmas pro policial que sobe o morro,é uma profissão digna de honra,já pensei em ser do BOPE pra ser sincero.Mas vejo a impossibilidade,mediante ao grande mar de sujeira que os policiais estão submetidos ( sejam eles bons ou ruins ) "

Opinião pessoal sobre o pensamento das pessoas.

"Eu fiquei P*** ontem,as pessoas me mandando mensagem no msn "Em respeito às vítmas dos atentados,ponha (*) no nick"P*** não f***!Levanta o c* da cadeira e tenta fazer algo pra MUDAR não pra ficar de CONSCIENCIA LEVE.Nego fica com pena,sabendo que os próximos podem ser eles. "

Ao comentar sobre Lei e Direitos Humanos

"Tem de haver uma reformulação no Código Civil e na Constituição ( aliás, nenhum país teve tantas constituições como o Brasil hehehe ).Eu ainda acho que há como dar um jeito,por mais que demore mais 506 anos.
Não tiro o direito de lutarem por direitos humanos,pois realmente ocorrem atrocidades.Não importa se é bandido,tem de ser tratado mediante a lei.O problema é justamente esse,nós praticamente não temos lei"

Ao ler comentário à favor das milícias

"Os próximos bandidos serão eles,das milícias..e a confusão vai voltar,agora com PM x ex-PM's.Esse tipo de solução a curto prazo e sem presença de um governo sério não leva a nada!"

Ao comentar sobre tráfico de drogas

"Acho que quem não compra drogas não faz muito pra ajudar não.Não comprar drogas ilíticas é OBRIGAÇÃO mediante a lei.Então não é nada mais que obrigação "

Ao comentar sobre pirataria e trabalho informal

"Apesar de achar que a pirataria e o trabalho informal são duas coisas que redistribuem a renda,sei que muitas vezes o dinheiro vai para fomentar atividades criminosas "


Um forte abraço.
Daniel L. Ruffo