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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Rapidinha de Segunda-Feira: Trabalho em Grupo

Bom, como combinado aqui estou eu para falar sobre trabalho em grupo de um ponto de vista um pouco diferente utilizando também o método das segundas-feiras a partir de agora: as Rapidinhas. Final de semana passado parei para pensar sobre o meu futuro, academica e profissionalmente. Anotei algumas coisas, fiz gráficos, fluxogramas e mais algumas anotações: tudo de forma completamente individual.

Trancafiado no quarto por algumas horas, recebi a visita de meu pai. "O que você está fazendo?". Disse que eram "apenas planos para o futuro", eis que ele entrou no quarto e começamos a conversar sobre a diferença entre negócio e emprego, sobre cursos de graduação e pós-graduação etc e tal. Após longas e proveitosas horas de diálogo, recebi a visita de minha namorada. "Penso em fazer outro curso". Pronto, estava instaurado um grande debate sobre a vida acadêmica e profissional para jovens que possuem certa visão. Momentos depois o telefone toca: um dos meus amigos de infãncia querendo falar sobre uma idéia de negócio que havíamos considerado.

Estava ali um grande trabalho em grupo onde eu não fazia idéia de 90% das coisas que os três componentes do meu Grupo para o Futuro me aconselharam e a recíproca deve ser verdadeira, até no caso de meu pai.

Fracasso?

Conhecimento nunca é demais, ele alavanca para o sucesso.

Abraço

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ponto de ônibus

Indo para a aula como todos os dias, me deparei com algo normal mas não tão comum quanto a rotina das aulas: ao saltar do ônibus, um grupo de crianças sujas e maltrapilhas - que eu não sei se era de rua - entrou pela porta de trás do ônibus em que eu estava com uma intensa excitação, como se algo de bom estivesse para acontecer. Como era um grupo considerável para aquela situação (cerca de oito crianças, sendo que a mais velha - aparentando 12 - fumava um cigarro doado por um ambulante), agi com certa estranheza (o que acontece com os outros é "normal" , quando conosco, estranho) e falei com um tom agressivo " Deixa eu passar aí". As cinco crianças que entravam no ônibus ignoraram ou pela felicidade intensa ou pela preocupação com as crianças que ainda não haviam entrado no ônibus. Como resposta, ouvi do menino mais novo um "Pode passar moço". Pois bem, passei, fui embora e não olhei para trás.

Após alguns minutos caminhando me peguei pensando naquela situação: será que essas crianças são assim porque não tem educação? Então é aqui que fazemos nossa primeira Reflexão do Cotidiano depois de quase dois anos de inatividade virtual.
De pronto, fiz a suposição de que eram crianças que não tinham uma vaga numa escola pública(muito menos particular), fato que influencia mas não determina aquelas atitudes vorazes de entrar no ônibus com tamanha agitação, assim como dizer que "Eles agiram assim por causa da sociedade" é do mais puro senso comum que me dispenso de falar sobre a afirmativa.
É visível que tal maneira de agir se dá por parâmetros sociais que tem mais a ver com as classes (apesar de ultrapassá-las) do que com a educação. Prova disso é observada na educação do menor que, antes de entrar no ônibus, me disse "Pode passar moço".

Outro fato observável está dentro das escolas públicas: os indivíduos que possuem sua vaga garantida nessas instituições teriam a mesma atitude do que as crianças naquele ponto de ônibus, com objetivos iguais mas por meios e consciências diferentes. O capital social[1] (Não se predomina na sociedade somente com o acúmulo de bens materiais) ali abordado, é desejado nos dois casos, mas um grupo sabe que a atitude acarreta certos problemas e o outro, talvez, ache que agir daquela forma seja apenas mais uma ação rotineira (e é aí que a educação influencia mas não determina tais atitudes).

O objetivo em questão vai além de "pegar um bonde com o piloto": ali estão os desejos de imposição por destaque, fomentados pelas precárias condições que o Estado proporciona para aqueles. Observa-se então a temática das classes. Não que os componentes das classes C, B ou A estejam insentos de tais condições - não estão pois existem alguns serviços que ainda não exigem um grande montante de dinheiro para serem usados (ou por fortuna ou por falta de interesse do capital privado) - mas se tais classes não possuíssem certo capital (nesse caso material), estariam necessariamente subordinadas a todos os serviços públicos medíocres do Estado assim como os componentes das classes D e E estão. Toda essa problemática se agrava por históricas más administrações que influenciaram diretamente na disparidade observada entre as classes hoje.

Por fim, pude tirar uma conclusão lastimável sobre isso: a educação não é fator determinante para o acúmulo do capital social, embora devesse ser. Se tal educação estivesse aliada com administraçõs melhores, misturadas - é claro - com certa mudança nos parâmentros de acúmulo de bens materiais (mas esse é um assunto para outro post), a disparidade inter-classes seria menor e o capital social seria outro, adquiridos de outras formas e geradores de um possível "Esperem os passageiros descerem e vamos conversar com o motorista pra entrar no ônibus" por parte da mais velha daquelas crianças do ponto de ônibus, que não mais fumaria aquele cigarro.




Até a próxima,
Daniel L. Ruffo





[1] ORTIZ, Renato "Pierre Bourdieu - Sociologia" pág. 22

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Sociologia e Filosofia : um grande passo na educação

Todos nós sabemos que nosso país necessita de reformas,em todos os setores,desde as atitudes político-econômicas externas até a educação,passando pela saúde e pelo saneamento básico.Pois bem,a grande maioria das pessoas acham que o primeiro passo à ser dado é o da educação.Eu concordo.O maior impasse é que as pessoas não sabem como dar o "primeiro passo do primeiro passo" ou seja,como começar a reforma na educação brasileira.O primeiro passo é um tanto quanto difícil de falar com precisão,mas um passo é essencial: a inserção de Sociologia e Filosofia nas matérias escolares obrigatórias.

Muitos duvidam da capacidade intelectual de tais temas,tendo em vista que julgam Matemática,ou Química,ou Física,mais importantes.Mas gostaria de atentar para um fato: ambas as matérias foram proibidas pela Ditadura Militar !Por que!?A Filosofia,ajuda a compreender diversos temas gerais,além de estimular o raciocínio lógico,o que pode facilitar um aluno a ter um desempenho bom nas matérias "mais importantes".Já a Sociologia,facilita o conhecimento geral nas áreas políticas e sociais.A inserção de Sociologia abre um amplo campo de informações a serem trocadas,de aluno pra professor,de professor pra aluno e entre os próprios alunos,pois além de ter o conteúdo básico,abre espaços para debates relacionados á ética,religião,cultura,organização social entre outros.

Sob a situação intelectual degradante do nosso país,onde a minoria tem acesso a um bom desenvolvimento intelectual,seria de extrema urgência inserir matérias que estimulasse o raciocínio lógico e o "raciocínio social" dos alunos,principalmente da rede pública,para que possamos assim,desenvolver um forte sistema educacional e reformular os métodos de ensino.Tudo isso visando o futuro do nosso país.

Um abraço e até a próxima,
Daniel L. Ruffo